OPERAÇÃO HERITAGE

Medeiros questiona data da Operação Heritage: “É muita coincidência para ser só coincidência”

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Medeiros questiona data da Operação Heritage: “É muita coincidência para ser só coincidência”
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Candidato ao Senado afirma que operação ocorreu no mesmo dia do registro das candidaturas e defende mais segurança jurídica durante o período eleitoral

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) questionou o momento escolhido para a deflagração da Operação Heritage, realizada na mesma data em que os candidatos formalizaram o registro de suas chapas na Justiça Eleitoral.

Embora Mauro Mendes (União) seja seu adversário direto na disputa pelo Senado, Medeiros afirmou que a proximidade entre a operação e o registro das candidaturas levanta dúvidas sobre o momento escolhido para a ação policial.

“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência”, declarou.

Na avaliação do candidato, ações policiais deflagradas durante o período eleitoral podem gerar impactos que vão além da esfera individual dos investigados. Segundo Medeiros, os efeitos podem atingir toda a coligação, além dos partidos e demais candidatos aliados.

O parlamentar argumentou que uma operação realizada durante a campanha pode interferir diretamente no cenário eleitoral, especialmente quando envolve nomes que ocupam posições de destaque nas chapas e grupos políticos.

Diante disso, Medeiros defendeu que seja estabelecido um limite temporal para a realização de determinadas intervenções policiais durante o período eleitoral. Para ele, a definição de regras mais claras poderia garantir maior previsibilidade e segurança jurídica aos candidatos e partidos.

A Operação Heritage atingiu aliados do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles Mauro Mendes, Fábio Garcia (União) e Mauro Carvalho. Os desdobramentos da investigação também provocaram mudanças na composição da chapa governista para as eleições deste ano.

Mesmo sendo adversário político de Mendes, Medeiros afirmou que a questão levantada por ele está relacionada ao momento da operação e aos possíveis reflexos eleitorais, e não a uma defesa dos investigados ou a uma contestação do trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

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