Polícia Civil cumpre mandados em Cuiabá e bloqueia acessos bancários dos investigados às contas do instituto
O ex-presidente e o ex-diretor do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), entre eles Hugo Garcia, suplente de deputado estadual e candidato à reeleição, foram alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil na segunda-feira (24). Segundo a Polícia Civil, a investigação apura movimentações financeiras consideradas irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e cumpriu dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e suspensão dos acessos dos investigados às contas do Imafir, que figura como vítima no procedimento e colabora com as autoridades.
O inquérito apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados à administração do instituto. As suspeitas envolvem atos de gestão e movimentações financeiras realizadas durante um período de disputa pela representação legal da entidade.
De acordo com a investigação, um dos ex-dirigentes teria realizado operações financeiras mesmo após um acordo homologado judicialmente e uma decisão que restringia sua atuação na administração do Imafir.
Entre as movimentações analisadas pela Polícia Civil está uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil para uma conta pessoal e para uma empresa vinculada ao então diretor executivo do instituto. Outra operação, no valor de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.
As transações investigadas ultrapassam R$ 1 milhão e são um dos principais pontos da apuração.
A Justiça também determinou a suspensão e desativação dos mecanismos utilizados pelos investigados para acessar e movimentar as contas do Imafir, incluindo credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e a chamada “Chave J”.
Com a medida, os investigados ficam impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras movimentações bancárias em nome do instituto.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscaram documentos, computadores, celulares e registros contábeis que possam esclarecer as operações financeiras, as autorizações bancárias e a destinação dos recursos.
O material apreendido está sendo analisado e periciado pela Polícia Civil. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias das movimentações e definir eventual responsabilização dos envolvidos.