Júnior Macagnam defendeu transição gradual e alertou para risco de aumento de preços e desemprego
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Cuiabá, Júnior Macagnam, afirmou que o Governo Federal precisará assumir parte dos custos provocados pelo fim da escala 6x1 para evitar impactos negativos às empresas e aos empregos.
A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (19), durante coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal de Cuiabá.
Segundo Macagnam, a proposta que prevê redução da jornada semanal de trabalho sem corte salarial tende a avançar no Congresso Nacional, principalmente por conta do cenário político e eleitoral.
Apesar disso, o dirigente defendeu a criação de um período de transição para que empresários consigam se adaptar gradualmente às novas regras trabalhistas.
“O que a gente pensa é que tem que ter um modelo de transição. Nós temos que pensar principalmente na sobrevivência das empresas e na garantia dos empregos”, afirmou.
Durante a entrevista, Macagnam também criticou os custos trabalhistas pagos pelas empresas e alegou que a carga tributária sobre a folha salarial acaba encarecendo a manutenção dos funcionários.
“Nós sabemos hoje que uma pessoa que recebe R$ 2 mil por mês, ela recebe na verdade R$ 1.800. Só que para a empresa, esse trabalhador custa em média R$ 3.600. É muito para quem paga, pouco para quem recebe”, declarou.
O presidente da CDL afirmou ainda que a redução dos dias trabalhados, sem diminuição salarial, pode gerar aumento nos preços dos produtos e elevar o risco de fechamento de micro e pequenas empresas.
“Fazendo uma benesse e passando custo para as empresas que depois será repassado para os consumidores. A empresa eleva o custo e repassa para o consumidor”, disse.
Segundo ele, cerca de 90% das empresas afetadas pela medida são de pequeno porte, o que pode provocar dificuldades financeiras e aumento do desemprego.
A proposta debatida no Congresso prevê o fim da escala 6x1, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende que o texto seja analisado e votado ainda neste mês.
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