OPERAÇÃO PENTÁGANO

“Mato Grosso não é terreno fértil para o crime”, afirma delegado após megaoperação

· 1 minuto de leitura
“Mato Grosso não é terreno fértil para o crime”, afirma delegado após megaoperação
PJC

Investigação durou três anos e revelou atuação interestadual de organização criminosa

O delegado Gustavo Colognesi Belão afirmou que a Operação Pentágono, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrada na última quinta-feira (09), representa uma resposta firme do Estado contra organizações criminosas de alta periculosidade.

Segundo Gustavo a Polícia Civil de MT desarticulou o grupo responsável pelo ataque a uma transportadora de valores em Confresa, ocorrido em abril de 2023, a ação durou três anos e identificaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de tarefas e atuação em diversos estados do país.

As diligências foram realizadas em estados como São Paulo, Maranhão, Pará, Tocantins e Rio Grande do Norte, evidenciando o alcance interestadual da quadrilha.

Ainda segundo a Polícia, o ataque foi planejado com uso de armamento pesado e logística estruturada, característica de ações ligadas ao chamado “novo cangaço”.

Entre os principais nomes apontados está Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, considerado líder do grupo e responsável pela articulação do crime. Ele morreu em novembro de 2024 durante confronto com policiais no Pará.

Outro investigado é E.A.F., o “Pinga”, ligado a ataques milionários, incluindo a tentativa de assalto em Araçatuba (SP).

As investigações também identificaram um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo propriedades rurais e uso de terceiros para ocultação de bens.

A operação contou com integração entre forças policiais de diferentes estados e segue com desdobramentos para identificar outros envolvidos.