Ex-governador reage à investigação sobre o Banco Master, diz ser vítima de fake news e acusa adversário de articular ofensiva política na PGR e no MPF
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), acusou na quinta-feira (26) o também ex-governador Pedro Taques (PSB) de atuar nos bastidores de Brasília para tentar criar uma investigação que prejudique sua candidatura ao Senado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendes afirmou que passou a ser alvo de uma "fábrica de fake news" após anunciar a pré-candidatura e disse acreditar que existe uma articulação política para desgastá-lo.
"Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal, por já ter sido membro do órgão e ter amigos por lá, junto com alguns políticos de Mato Grosso, para fabricar algum tipo de operação para tentar me prejudicar", afirmou.
Sem apresentar provas da acusação, Mauro classificou o grupo como um "comitê da maldade" e disse que tentam transformar atos administrativos de seu governo em suspeitas criminais.
A manifestação ocorreu após a divulgação de que uma apuração sigilosa tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolvendo o decreto editado em maio de 2023 que ampliou em 10% a margem consignável dos servidores estaduais. A investigação analisa eventual favorecimento ao Banco Master no credenciamento do cartão-benefício Credcesta.
O ex-governador negou qualquer irregularidade e afirmou que a ampliação da margem consignável foi discutida com a Assembleia Legislativa. Segundo ele, o pedido partiu do deputado estadual Valdir Barranco (PT) e resultou no credenciamento de 24 instituições financeiras, não apenas do Banco Master.
Mauro Mendes também sustentou que não teme as investigações e afirmou que responderá às acusações com transparência, classificando a divulgação do caso como parte de uma estratégia para atingir sua imagem durante o período pré-eleitoral.
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