BAIXA PARTICIPAÇÃO

Pivetta lamenta falta de mulheres na política e diz que cenário afeta a democracia

· 1 minuto de leitura
Pivetta lamenta falta de mulheres na política e diz que cenário afeta a democracia
Reprodução

Governador apontou a baixa representatividade feminina nas agremiações como ponto crítico e cobrou suporte contra o medo da vida pública

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou preocupação com os baixos índices de participação feminina na disputa por cargos eletivos no país. Durante entrevista coletiva concedida no Palácio Paiaguás, ele revelou os bastidores da organização partidária e destacou que, apesar de o público feminino compor a maioria do eleitorado nacional, as legendas enfrentam severas barreiras para viabilizar e consolidar novos nomes de mulheres nas urnas.

Para o chefe do Executivo estadual, a disparidade entre o número de eleitoras e o total de candidatas efetivas gera um déficit representativo que enfraquece a estrutura democrática geral. Ele ponderou que o cenário político atual exige um realinhamento estratégico por parte das siglas para fomentar um ambiente mais seguro e atrativo às mulheres.

"Eu faço parte de um partido e é uma dificuldade tremenda para que as mulheres aceitem ser candidatas, seja no Legislativo, qualquer que seja o cargo. E isso é muito ruim, porque é mais de 53% ou 54% da população, e ter pouca representatividade é muito ruim para uma democracia, muito ruim de maneira geral. Então, o que eu gostaria é que tivéssemos metade dos candidatos, no mínimo, mulheres, e mulheres preparadas, competentes", enfatizou.

Segundo o gestor, para que novos perfis com potencial ingressem na vida pública, o Estado e os movimentos políticos precisam criar redes estratégicas de incentivo e suporte institucional.

"Eu acho que precisa estímulo. Precisa estímulo para romper essa barreira do constrangimento, do medo. Eu não sei, eu não conheço exatamente qual é o sentimento, mas eu torço para que a gente consiga vencer isso no menor tempo possível e as mulheres assumam a real representação que elas têm, que é mais da metade dos eleitores brasileiros", concluiu o líder mato-grossense.