Ex-presidente do Pronatur é investigado após operação apontar sobrepreço de até 80% na compra de kits da agricultura familiar
O Governo de Mato Grosso abriu um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) para investigar suspeita de desvio de R$ 28 milhões na execução de emendas parlamentares destinadas à agricultura familiar.
A medida, publicada no Diário Oficial no dia 24 de abril, atinge o Instituto de Natureza e Turismo (Pronatur) e o então diretor-presidente, Wilker Weslley Arruda e Silva.
A apuração administrativa tem como base a Lei Anticorrupção e foi instaurada após desdobramentos da operação Suserano, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Na investigação policial, também foram alvos o ex-secretário de Agricultura Familiar, Luiz Arthur de Oliveira Ribeiro, o “Luluca”, e o empresário Alessandro do Nascimento.
Segundo a Deccor, há indícios de superfaturamento na compra de kits agrícolas, com valores até 80% acima do praticado no mercado.
Com a abertura do PAR, o Estado passa a apurar possíveis danos aos cofres públicos com base em auditorias e levantamentos internos. Se confirmadas as irregularidades, os investigados poderão ser penalizados.
A portaria prevê ainda a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica do instituto, o que pode levar à responsabilização direta do ex-gestor.
Uma comissão foi designada para conduzir o procedimento, que segue em andamento com garantia de defesa aos envolvidos.