Ministro aponta necessidade de análise aprofundada e vê indícios suficientes para manter prisão preventiva
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter preso o empresário César Jorge Sechi, investigado por suspeita de ser o mandante do assassinato do advogado Renato Nery e por participação em organização criminosa.
A decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e publicada na última sexta-feira (17). Para o magistrado, não há ilegalidade evidente que justifique a revogação da prisão preventiva neste momento.
A defesa do empresário alegou que a medida seria uma “pena antecipada”, sustentando ausência de risco caso ele respondesse ao processo em liberdade. Também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares e questionou a acusação de organização criminosa por suposta falta de provas.
Os argumentos, no entanto, foram rejeitados. Segundo o ministro, o caso exige uma análise mais aprofundada das provas reunidas. “Mostra-se imprescindível uma análise mais aprofundada dos elementos de convicção constantes dos autos”, destacou na decisão.
César Sechi e a esposa, Julinere Goulart Bentos, estão presos desde maio de 2025. Ambos são apontados pela Polícia Civil como mandantes do homicídio, motivado por uma disputa judicial envolvendo uma área rural avaliada em mais de R$ 30 milhões, no município de Novo São Joaquim.
De acordo com as investigações, após perderem uma ação de reintegração de posse, o casal teria planejado a execução do advogado. A apuração indica que eles teriam acionado o policial militar Jackson Barbosa, que intermediou o contato com o também PM Heron Teixeira Pena Vieira. Este, por sua vez, teria contratado o executor, Alex Roberto de Queiroz Silva.
O crime ocorreu no dia 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá. Renato Nery foi baleado na cabeça ao chegar ao escritório. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
O caso segue em tramitação na Justiça, com os acusados respondendo por homicídio qualificado e organização criminosa.