Vice-líder do prefeito Abilio Brunini afirma que Câmara deve seguir entendimento do STF sobre a escolha da Mesa Diretora e diz que trabalha para aprovar mudança no regimento
O vereador Demilson Nogueira (PP), vice-líder do prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara de Cuiabá, afirmou que a eleição da Mesa Diretora para o biênio seguinte poderá ser adiada para adequação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a antecipação da escolha, atualmente prevista para agosto, deve ser debatida entre os parlamentares para evitar questionamentos judiciais.
De acordo com o vereador, o caso envolvendo a Câmara de Várzea Grande, que teve a eleição da Mesa anulada pelo STF, acendeu um alerta entre os parlamentares cuiabanos.
"Por uma questão de precaução e cautela, nós devemos alterar essa data. O ideal é que a eleição aconteça mais próxima do período previsto pelo Supremo", afirmou.
Demilson também defendeu a alteração do Regimento Interno para permitir a reeleição da presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Segundo ele, a base governista trabalha para alcançar os 18 votos necessários para aprovar a mudança.
"Nós trabalhamos essa perspectiva de chegar aos 18 votos para permitir que a presidente Paula possa disputar a reeleição", declarou.
Questionado sobre uma possível candidatura à presidência da Casa caso a alteração não seja aprovada, Demilson descartou qualquer articulação.
"Eu não fiz qualquer postulação e não procurei nenhum colega para dizer que gostaria de presidir a Câmara", disse.
O vereador também comentou a atuação como vice-líder do Executivo na Câmara. Segundo ele, sua função é auxiliar a líder do governo, vereadora Samantha Iris (PL), e manter o diálogo com parlamentares da base, independentes e oposição.
"Nosso papel é fazer essa interlocução entre os vereadores e a administração, buscando diálogo com todos", afirmou.
Durante a entrevista, Demilson ainda falou sobre a sucessão ao Governo de Mato Grosso em 2026. Segundo ele, dentro do Progressistas há uma preferência pelo vice-governador Otaviano Pivetta, embora tenha ressaltado o respeito à possível candidatura do senador Jayme Campos (União).
Na área administrativa, o parlamentar afirmou que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) relacionadas à Educação devem ser arquivadas por orientação da Procuradoria da Câmara. Apesar disso, defendeu que os vereadores continuem fiscalizando os contratos e encaminhando eventuais irregularidades aos órgãos de controle.
Sobre o reajuste na tarifa de água em Cuiabá, Demilson afirmou que o aumento decorre de cláusulas previstas no contrato de concessão firmado há mais de duas décadas. Segundo ele, a Câmara convocará representantes da concessionária Águas Cuiabá e da antiga Agência Municipal de Regulação (Arsec) para prestar esclarecimentos sobre o cálculo do reajuste.
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