OPERAÇÃO THROW

Delegado afirma que operação mira facção que enviava drogas para outros estados e lavava dinheiro em MT

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Delegado afirma que operação mira facção que enviava drogas para outros estados e lavava dinheiro em MT
PJC

Conforme a Denarc, grupo criminoso realizava remessas semanais de entorpecentes, utilizava empresas de fachada para ocultar valores ilícitos e possuía estrutura organizada de atuação

O delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Marcelo Miranda Muniz, afirmou que a Operação Throw, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17), tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.

Durante a ação, a Polícia Civil cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três empresas e do sequestro de cinco veículos de luxo supostamente adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

Segundo as investigações da Denarc, o grupo realizava remessas semanais de entorpecentes para diversos estados brasileiros, movimentando cargas que variavam entre cinco e dez quilos por distribuição. As apurações também identificaram uma estrutura hierárquica definida, com integrantes responsáveis pela liderança, controle disciplinar, logística, transporte, armazenamento e comercialização das drogas.

As investigações tiveram início em julho de 2023, após uma operação realizada em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, policiais apreenderam cerca de 100 quilos de maconha enterrados em barris plásticos e prenderam dois suspeitos.

A partir da apreensão, os investigadores conseguiram identificar outros integrantes da organização e descobriram um esquema de lavagem de capitais que utilizava empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos chegaram a combinar a entrega de uma remessa de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá, fato que reforçou o monitoramento do grupo durante a investigação.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. A operação conta com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais, Diretoria Metropolitana da Polícia Civil e do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, a operação é resultado de um extenso trabalho investigativo que permitiu individualizar a participação de cada investigado e reunir provas da atuação da organização criminosa.

As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo, aprofundar o rastreamento financeiro dos envolvidos e consolidar o conjunto probatório que será encaminhado à Justiça.