Deputado defende que União Brasil lance Jaime Campos ao Palácio Paiaguás e afirma que apoiar Otaviano Pivetta no primeiro turno colocará em risco a bancada estadual e federal da sigla
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que a convenção do partido, marcada para o próximo dia 30, será decisiva para o futuro da legenda em Mato Grosso. Segundo ele, o União Brasil corre o risco de "praticamente se extinguir" eleitoralmente caso decida não lançar candidatura própria ao Governo do Estado e opte por apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) já no primeiro turno.
Durante entrevista, Júlio explicou que a convenção irá deliberar sobre duas propostas. A primeira defende a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso. A segunda, liderada pelo ex-governador Mauro Mendes, propõe que o partido não dispute o Palácio Paiaguás e apoie a reeleição de Otaviano Pivetta.
Para o parlamentar, abrir mão de uma candidatura própria enfraqueceria o partido nas eleições proporcionais.
"Se não tivermos um candidato próprio ao Governo, nossos candidatos a deputado federal e deputado estadual serão prejudicados. Hoje temos dois deputados federais e quatro deputados estaduais. Sem uma candidatura majoritária, poderemos eleger apenas um deputado federal e dois estaduais. Seria um desastre eleitoral", afirmou.
Júlio Campos revelou que lideranças como os deputados Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco também defendem a candidatura de Jayme Campos, além de pré-candidatos proporcionais que, segundo ele, dependem de um nome forte na disputa pelo Governo para fortalecer suas campanhas.
O deputado argumentou ainda que a estratégia de lançar candidatura própria não impede futuras alianças.
"A eleição tem dois turnos. No primeiro, cada partido apresenta seu projeto. No segundo turno, quem avançar poderá receber o apoio dos demais. Se Jayme for para o segundo turno, queremos o apoio do Pivetta. Se for o contrário, poderemos discutir esse apoio depois", disse.
Júlio também demonstrou preocupação com a formação das chapas proporcionais. Segundo ele, até o momento o União Brasil e os Progressistas, que integram a federação partidária, ainda não conseguiram reunir o número considerado ideal de candidatos a deputado estadual.
Por fim, o parlamentar reforçou que acredita na vitória da tese da candidatura própria durante a convenção.
"A convenção é soberana e será composta por 48 convencionais. Acredito que a maioria vai defender candidatura própria para garantir a sobrevivência do partido. Caso contrário, o União Brasil praticamente irá se extinguir", concluiu.