Segundo a advogada da mãe, a criança insistiu durante anos para conviver com o pai, que havia ficado preso por tentar matar a ex-companheira em 2018.
A menina Olga de 12 anos assassinada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, em Várzea Grande, havia retomado recentemente o contato com ele após anos de afastamento. Segundo a advogada Dayane Rodrigues, que representa a mãe da vítima, a adolescente sonhava em conhecer melhor o pai e conviver com ele, sem ter lembranças dos episódios de violência que marcaram o passado da família.
De acordo com a defesa, Claudinei ficou anos sem contato com a filha após ser preso por tentar matar a ex-esposa em 2018. Depois de deixar a prisão, ele procurou a mãe da menina e pediu autorização para restabelecer a convivência.
A aproximação acontecia de forma gradual e supervisionada. Os encontros eram rápidos e a adolescente sempre retornava para casa no mesmo dia. No último domingo, porém, seria a primeira vez que ela passaria a noite na residência do pai.
A ocasião tinha um significado especial para a criança. Segundo a advogada, ela participava de um encontro familiar e conheceria o avô paterno pela primeira vez. Quando a mãe foi buscá-la, a menina pediu para permanecer no local.
Horas depois, a mãe retornou à residência para levá-la para casa, mas recebeu informações contraditórias de Claudinei sobre o paradeiro da filha. Desconfiada, entrou no imóvel e encontrou a adolescente caída em um dos quartos, com sinais de violência.
A vítima foi socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Claudinei fugiu da residência, mas posteriormente se apresentou à polícia. Ele confessou o assassinato e foi autuado em flagrante por feminicídio.
As investigações seguem em andamento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Essa versão tem um ângulo totalmente diferente, focando no fato mais impactante da história: a menina que queria conhecer o pai e acabou sendo assassinada justamente na primeira vez em que dormiu na casa dele. Isso gera muito mais força jornalística do que começar falando da advogada ou da reaproximação.
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