Presidente da ALMT afirma que moradores compraram imóveis de boa-fé e cobra solução judicial
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (UB), afirmou na madrugada desta sexta- feira (16) que não aceitará o despejo de cerca de 600 famílias do condomínio Minas Cuiabá, na região do Lavras do Sutil, na capital.
Durante visita ao local, o parlamentar relatou que foi chamado por moradores aflitos com a possibilidade de desocupação imediata dos imóveis.
“Vim aqui porque um grande número de moradores não conseguiria dormir essa noite. Existe uma decisão falando em retirada das famílias, mas não é assim que funciona. São idosos, pessoas que precisam de acompanhamento social”, disse.
Segundo Russi, o caso envolve famílias que adquiriram os imóveis há cerca de 30 anos, de boa-fé. Ele criticou a situação envolvendo a área, que teria sido leiloada após a falência da empresa responsável.
“Essas famílias pagaram pelos imóveis. Depois a empresa faliu, foi a leilão, outra empresa comprou por um valor muito baixo e agora quer vender por um valor muito mais alto. Não podemos aceitar isso”, afirmou.
O presidente da ALMT disse ainda que já conversou com representantes do Tribunal de Justiça e que uma audiência de conciliação está marcada para o dia 29.
“A decisão a gente cumpre, mas acreditamos na Justiça. Esse é um caso que precisa de conciliação, levando em conta a história dessas famílias”, pontuou.
Russi destacou que seguirá acompanhando a situação ao lado dos moradores e de autoridades locais.
“Não podemos deixar essas famílias aflitas, sem saber o que vai acontecer amanhã. Vamos estar ao lado delas nessa luta”, concluiu.
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