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“Vou resolver esse pepino de vez”, diz Pivetta ao prometer conclusão do BRT em Cuiabá e VG

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“Vou resolver esse pepino de vez”, diz Pivetta ao prometer conclusão do BRT em Cuiabá e VG
Reprodução

Governador critica herança do VLT, descarta riscos do modelo elétrico e afirma que Estado não pode errar novamente

O vice - governador Otaviano Pivetta (Republicanos) do Estado afirmou na última sexta-feira (17) que pretende concluir, nos próximos meses, as obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande e encerrar o impasse que se arrasta há mais de uma década na mobilidade urbana da região metropolitana.

Durante a entrevista o Parlamentar demonstrou irritação com a situação herdada de gestões anteriores e classificou o projeto como um problema que precisa de solução definitiva.

“Nos próximos meses, enquanto eu estiver à frente do Governo, nós vamos concluir. Isso vai estar resolvido de vez”, declarou.

O impasse envolve a definição do modelo de transporte que substituirá o antigo projeto do VLT, anunciado ainda para a Copa do Mundo de 2014 e nunca concluído, apesar dos altos investimentos e das denúncias que paralisaram a obra.

Atualmente, o Estado aposta no BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), decisão tomada em 2020 durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes, sob o argumento de menor custo e maior viabilidade.

Pivetta, no entanto, destacou que ainda há pressão para adoção de modelos elétricos, como o VLP (Veículo Leve sobre Pneus), mas demonstrou cautela quanto à proposta.

Segundo ele, além do custo mais elevado, o sistema pode gerar dependência tecnológica, já que peças e manutenção ficariam restritas aos fabricantes.

“Não podemos entrar em algo que não dominamos. Se for um contrato mal feito, o risco é grande de lá na frente termos problemas”, afirmou.

O governador também ressaltou que Mato Grosso possui alternativas energéticas próprias, como etanol, biodiesel e energia solar, que podem ser consideradas na escolha do modelo definitivo.

Ao final, reforçou que o Estado não pode repetir erros do passado.

“Esse projeto começou lá atrás, passou por vários problemas e agora precisa de uma solução definitiva. Não temos mais o direito de errar”, concluiu.