Operação Autoritas cumpre mandados em Cuiabá; suspeito não foi localizado e é considerado foragido
A Polícia Civil afirmou, nesta terça-feira (14), que um homem de 41 anos, réu por suposta participação em organização criminosa, monitorava a rotina do delegado Edison Ricardo Pick, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o objetivo de intimidá-lo e interferir na ação penal em que responde na Justiça. O investigado também é suspeito de acompanhar os deslocamentos da esposa, do filho e de outros familiares da autoridade policial.
As informações foram divulgadas durante a Operação Autoritas, deflagrada em Cuiabá para cumprir um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão contra o suspeito.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes não localizaram o investigado, que passou a ser considerado foragido.
Segundo a Polícia Civil, o monitoramento começou após o homem se tornar réu por organização criminosa. As investigações apontam que ele teria acompanhado a rotina do delegado e de seus familiares, incluindo menores de idade, com a finalidade de exercer coação no curso do processo e intimidar o responsável pela investigação.
As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá e cumpridas por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
De acordo com a Polícia Civil, o nome Operação Autoritas faz referência à autoridade legítima exercida pelo Estado por meio dos agentes públicos no desempenho de suas funções.
As investigações continuam para localizar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso.